domingo, 10 de outubro de 2010

ARTE TAPAJÓ

SOBRE OS ÍNDIOS TAPAJÓS

Havia um contato intenso entre tapajós e as tribos vizinhas, ou pelo comércio ou dominação direta, o que denota o estilo tapajó em vasos encontradas longe da região.


Vaso antropomórfico Tapajó

Ficavam no rio Tapajós, a beira da cidade de Santarém, no Pará. Mesmo depois dos primeiros contatos com os europeus, os tapajós ainda eram uma das maiores nações indígenas da Amazônia.


A cerâmica Tapajônica é feita com argila e cauxixi, uma esponja de rio. A mistura fica dura e leve como porcelana. Utilizavam a cerâmica em festas e rituais religiosos.


Cavidade servia para colocar penas coloridas nos rituais



 RITUAL DE MORTE


Sabe-se que os tapajós misturavam as cinzas de seus mortos a bebidas fermentadas feitas de milho ou arroz-bravo, uma planta nativa da Amazônia. Neste caso, alguns dos vasos seriam usados para, literalmente, beber os entes queridos. Outros seriam de uso exclusivo dos sacerdotes, para a ingestão de bebidas alucinógenas, como a ayahuasca.


Esse vaso era usado para uso ritualístico - seria um jacaré que tem na boca uma figura zoo-antropomorfa.  Na boca, há uma criança engatinhando. 



O povo tinha outra cultura, pois não enterrava seus mortos. Existia uma cabana mortuária, onde deixavam o corpo em uma rede com os pertences a seus pés, até se deteriorarem por completo. Os ossos que restavam eram lavados, moídos e colocados em vinho, que era bebido pelos familiares do morto e pelo resto da tribo, por ocasião da festa ritualística.


SOBRE A CERÂMICA TAPAJÔNICA

Talvez a cerâmica mais antiga da Amazônia.


Jacarés e a onça-pintada eram frequentes na cerâmica, além também da fauna da região.

Jacaré


Onça

Os famosos muiraquitãs, pedra verde esculpida em forma de sapo, eram usados pelas mulheres tapajós como amuleto para prevenir doenças e evitar a infertilidade.


A crença se espalhou pelo Baixo Amazonas e chegou ao Caribe, onde foram achados muiraquitãs amazônicos. A moda pegou até na Europa. No século XVIII, muiraquitãs eram levados para o Velho Continente. Acreditava-se que evitavam epilepsia e cálculos renais. Hoje são peças raras, que alcançam altos preços nos leilões.


Réplicas podem ser compradas em formato de jóias no Pólo joalheiro, no espaço São José Liberto, em Belém.


Fontes:

9 comentários:

Helenn Benvenuti disse...

Parabéns pela iniciativa! Estudo artes pláticas e estou fazendo pesquisa justamente sobre esse tema...
Temos que nos voltar mais para nossa história!!

Cris Lemos-Arte educador disse...

Belo post!

Cris Lemos-Arte educador disse...

Bacana..

Anônimo disse...

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Renadson Augusto disse...

Super interessante.. Vou recomendar essas informações pra seminários na minha faculdade de arqueologia... :)

Renadson Augusto disse...

Vou recomendar na minha faculdade de arqueologia... :) Muito interessante...

Juli Rossi disse...

Que bom, Renadson! Obrigada!

Mavivicabral disse...

Me ajudou muito para um trabalho de ultima hora!!

gsel disse...

vlw pela a ajuda