quinta-feira, 3 de abril de 2008

IDADE MÉDIA

Religião. Desde a queda de Roma até o Renascimento.
A ênfase se destacou do aqui e agora para o além e sobrenatural. O corpo belo passou a ser o corpo corrupto. O foco era cristão – salvação e vida eterna. Não havia mais interesse em representar realisticamente o mundo e os nus foram proibidos. O Cristianismo triunfou sob o paganismo e barbarismo.


Ideais Greco-romanos de proporções harmoniosas desapareceram (entre corpo e mente); agora os artistas medievais se preocupavam com a alma. “Os teólogos acreditavam que os cristãos aprenderiam a apreciar a beleza material, e o resultado foi uma profusão de mosaicos, pinturas e esculturas”.


Na arquitetura, era mais arejado e mais leve no exterior que as construções romanas, porém no interior era refulgente: mosaicos, afrescos e vitrais, espiritualmente simbólicos.


ARTE BIZANTINA – 330 d.C.

Constantino transferiu a capital do império romano para Bizâncio (Constantinopla). Roma estava sendo devastada em ruínas por bárbaros, então Bizâncio se tornou o centro de uma brilhante civilização de arte cristã com a beleza das cores e decoração grega, além de complexa formalidade.


ÍCONES – painéis de madeira com santos e seres sagrados e milagrosos, sempre com olhar fixo e halo (luz em forma de círculo ao redor da cabeça). Culto - lágrimas, incenso -, guerra e beijos.




MOSAICOS

Surgiram em Bizâncio e Ravena. Colorido, com temas religiosos e ouro como fundo. Servia para propagar o novo credo oficial, o Cristianismo.



O tema era religião em geral, mostrando Cristo como mestre e senhor todo-poderoso. Com suntuosa grandiosidade, as figuras humanas eram chapadas e rígidas, não seguindo nenhuma perspectiva ou volume, parecendo penduradas. Sempre com halos iluminando as cabeças e fundo em ouro.



Figuras humanas altas, esguias, com faces amendoadas, olhos enormes e expressão solene, olhavam diretamente para a frente, sem o menor esboço de movimento”.





ARQUITETURA – Inovação com a abóboda esférica. Hagia Sophia.




ARTE ROMÂNICA

Uma onda de construção de igrejas varreu a Europa com a instituição da fé católica romana, pegando emprestado arcos redondos e colunas da arte romana.



ARQUITETURA - Os românicos passaram a fazer os tetos das igrejas em abóbodas de pedra, pois aprenderam com Roma que feitos de madeira era muito suscetível a incêndios. A peregrinação estava muito na moda na época, e os grandes espaços da igreja eram projetados para receber grandes multidões.





RELEVOS – Os relevos esculturais contavam a doutrina religiosa para a maioria dos fiéis analfabetos. Cristo no trono celestial e cenas do Juízo Final eram as representações mais comuns.




PINTURA – Giotto – primeiro pintor que sugeriu volume, formas suaves e vivas, peso e curvas sobre os drapeados das vestimentas, sugestão de estrutura anatômica. Afrescos em alvenaria.






GÓTICA – altura e luz.


ARQUITETURA


Auge do desenvolvimento artístico da Idade Média. O que tornou possível a catedral gótica foram 2 desenvolvimentos da engenharia: abóboda com traves e suportes externos (arcobotantes/ contrafortes).




Foi possível fazer paredes enormes estreitas com janelas enormes de vitrais inunando de luz o interior. Verticalidade. Ilusão e realidade de altura – arco pontudo.



A devoção dos fiéis era tão intensa que todos os segmentos da população ajudavam na construção. Levavam séculos para serem construídas.

Esculturas, vitrais e tapeçarias eram formas de decoração inspiradora que pregavam o caminho da salvação, como se fossem textos sagrados.




ESCULTURA – nas paredes externas das catedrais. Contavam histórias bíblicas esculpidas. O corpo passou de ser desprezado e passou a ser visto como templo da alma a partir de estudos de Aristóteles, e então os artistas passaram a representar a carne com naturalidade.



Figuras esguias, longas e estáticas, serviam apenas para decorar a igreja.


VITRAIS – Passagens da Bíblia, vidas dos santos e até artesanatos tradicionais da França. Gigantescos manuscritos iluminados.



Rosácea, elemento muito comum nas igrejas góticas, com vitrais.





Fontes: sites da Internet

STRICKLAND, Carol. Arte comentada: da pré-história ao pós-moderno. Trad. Angela Lobo de Andrade. Rio de Janeiro: Ediouro, 2003.


7 comentários:

Aline disse...

Está ótimo!
De forma resumida, mas contendo todas as informações, de orma prática e nem um pouco cansativa!As imagens também são lindas, muito bem escolhidas!
Beijos.

Anônimo disse...

Ótimo blog!!!!!!!
complementei minha pesquisa graças a ele.

ALESSANDRO DA ROCHA disse...

legal... muito bom! Parabens! Para q eu possa contribuir um pouco com teu trabalho eu acho que vc poderia enriquecer um pouco com um pouco mais de textos e imagens... mas é só uma forma de aumentar um pouquinho pois quando eu lí, me deu vontade de saber um pouco mais da história.... abraços!

silvia disse...

achei muito legal,porque sempre que uma pessoa uovi falar sobre arquitetura ou arte na idade media pensa que é um assunto chato conversa develho mas não a maioria é valiosa .

Anônimo disse...

legal bacana para quem gosta de arquitetura

Anônimo disse...

adorei saber mas sobre arte na idade media

francieli disse...

legaaaaaaaaaal gostei muito.
é muito interessante