quinta-feira, 20 de março de 2008

ROMA

Organização e eficiência

Máscara de um gladiador - perceba os traços indianos, fruto de influências culturais advindos dos povos conquistados


Em seu esplendor, o Império Romano dominou da Inglaterra ao Egito e da Espanha ao sul da Rússia. Por estarem sempre expostos a diferentes costumes de terras estrangeiras, absorveram elementos da cultura antiga (principalmente da Grécia) e transmitiram essa cultura greco-romana a toda Europa Ocidental e norte da África.

No primeiro momento ficaram admirados com a arte grega porém, mais tarde deram uma reviravolta na arte e filosofia grega. Foram fundadores do maior império, acrescentando organização e eficiência. Os gregos eram bons em inovação, já os romanos em administração. Influência civilizadora de leis e benefícios práticos.



Por volta do ano 200 d.C., o território romano equivalia aproximadamente ao tamanho dos Estados Unidos e a população era de 100 milhões de habitantes. Os romanos construíram 300 quilômetros de estrada, um empreendimento notável considerando os recursos.



ARTE ROMANA


Na verdade, os poderosos romanos inicialmente traziam as obras de arte encontradas na Grécia conquistada, assim como de outros povos, inundando o império com essa arte que não era sua, propriamente.

Os navios chegavam carregados de trabalhos feitos pelos artistas gregos para adornar os edifícios públicos e suntuosas residências.

Os artistas romanos começaram simplesmente a copiar trabalhos gregos e depois homenagear personalidades locais realizando esculturas ao estilo grego. O alto grau de organização da sociedade e o utilitarismo do modo de vida romano foram os principais fatores que caracterizaram sua produção artística.



Horácio, o poeta romano filho de um liberto e protegido por imperadores, disse naquela época que a Grécia submetida a Roma havia, na verdade, conquistado o conquistador romano, tal era a influência grega dentro do território de Roma. Mas os romanos, claro, como não poderia deixar de ser, foram também criativos e inovadores.


Mosaicos, pinturas realistas em paredes, relevos e esculturas.


Pinturas


Os romanos tinham o hábito de pintar nas paredes, imitando janelas e varandas que reproduziam cenas externas com paisagens e animais, dando uma idéia de maior tamanho ao ambiente. Reproduziam também cenas de teatro ou cópias de trabalhos gregos, declarando uma influência que nunca foi negada ou disfarçada. Entretanto, os romanos diferiam dos gregos no temperamento básico, muito mais realista. Isso se reflete de forma nítida na escultura.

Os temas das pinturas se incluem acontecimentos históricos, mitos, cenas da vida cotidiana, retratos e natureza-morta, dividido em quatro estilos:


Primeiro estilo: recobrir as paredes de uma sala com uma camada de gesso pintado; que dava impressão de placas de mármore.
Segundo estilo: Os artistas começaram então a pintar painéis que criavam a ilusão de janelas abertas por onde eram vistas paisagens com animais, aves e pessoas, formando um grande mural.
Terceiro estilo: representações fiéis da realidade e valorizou a delicadeza dos pequenos detalhes.
Quarto estilo: um painel de fundo vermelho, tendo ao centro uma pintura, geralmente cópia de obra grega, imitando um cenário teatral, às vezes até fantástico.



ESCULTURA


Era cívica e idealizada. Copiaram a grega, mas foram criando um estilo mais literal. Eram feitas máscaras mortuárias em cera dos ancestrais, tirados em moldes.



Bustos como deuses – imperadores, políticos e líderes militares. Ao longo de toda Roma, as estátuas e os relevos escultóricos adornaram os edifícios públicos e privados. De fato, algumas construções romanas foram pouco mais do que suportes monumentais para a escultura.




Ao invés da beleza ideal retratada pelos gregos em suas esculturas, os romanos retratavam as pessoas como de fato elas eram, sem aquele idealismo de uma beleza hipotética. As estátuas romanas representam figuras verdadeiras da casta social.


Imperador Claudius


Claro que existiam muitas estátuas dos principais deuses, como Júpiter, Minerva ou Juno, mas os artistas concentravam-se primordialmente em retratar personalidades.



Busto de Nero (sim, aquele cara que tacou fogo!)



No declínio de Roma, onde o assassinato era a forma de assumir o poder, os bustos eram feitos com honestidade.


Caracalla



MOSAICOS


Os mosaicos romanos também foram bem importantes na arte, criando aí uma tradição que irá se extender até a Idade Média.




Alguns não havia a noção de proporção:




Já outros possuíam uma certa profundidade, e as figuras humanas possuíam resquícios de movimento, volume e planos diferentes:






RELEVO NARRATIVO


Painéis de figuras esculpidas com feitos militares decoravam arcos de triunfo por onde desfilavam os exércitos com prisioneiros acorrentados.





ARQUITETURA


A arquitetura romana tendia para o monumental e grandioso, até como símbolo da grandeza do poderoso império. Primaram pela busca da utilidade e praticidade imediata - tanto que o principal destaque vai para a arquitetura, onde a grandeza ressaltava a idéia do poderio romano.


As termas são uma invenção romana e funcionaram como centros sociais, com local para esportes, reuniões, jardins e banhos, naturalmente.



Casa de Mitreo


As basílicas não tinham a conotação de igrejas, inicialmente. Eram locais comerciais e só passaram a ter funções religiosas com a propagação do cristianismo dentro da influência de Roma. Os circos e anfiteatros, como o Circus Maximus e o Coliseu, são símbolos de uma arquitetura primorosa que adornava todos os edifícios com esculturas e transformaram a Roma atual na maior concentração de obras de arte urbanas que conseguimos imaginar.


Passaram a usar o arco ao invés do pilar e dintel grego.


Arco romano


Pilar e dintel grego



Os domos foram uma inovação na arquitetura, mesmo com influências gregas – serviam para criar espaços. Uso do concreto – flexibilidade. Arcos e abóbadas proliferaram na Roma antiga.


Domos vistos de fora.



Domo do interior do Pantheon de Roma.



Outra vista do interior do Pantheon de Roma.



Pantheon de Roma visto de fora. Perceba a forte influência grega através das colunas, e da descoberta em criar grandes espaços através do domo (com a facilidade do concreto), sem a necessidade de colunas.



Os arcos serviam para comemorar grandes eventos e vitórias conquistadas.








O mais legal de Roma é que você anda pelas ruas e se depara com estátuas romanas ou construções romanas, que estão lá como legado desde a época romana, antes e depois de Cristo. As esculturas e arquitetura romana estão espalhadas pela cidade, às vezes em locais em que nem se imagina.





Utilizavam-se das colunas gregas, mas criaram também outras colunas, como a toscana, uma espécie de ordem dórica sem estrias na fuste, e a composta, com um capitel criado a partir da mistura de elementos jônicos e coríntios.


Clique na foto acima para ver os detalhes. Vale a pena comparar com as colunas gregas.


Diferentemente dos teatros gregos, situados em declives naturais, os teatros romanos foram construídos sobre uma estrutura de pilares e abóbadas e, dessa maneira, puderam ser instalados no coração das cidades.


Vista de fora do Coliseu.

Se empolgaram tanto no Coliseu, que a cada andar as colunas são de diferentes tipos: no primeiro andar, dórica. No segundo, jônica. No terceiro, coríntio. Clique na foto para ver as colunas ampliadas.



Vista de dentro do Coliseu.

"É importante considerarmos, na análise da arte romana, que o antigo império caracterizou-se por ser uma organização cosmopolita e de intenso inter-relacionamento com todos os povos, conquistados ou não. Brutal, imperialista, dominadora, a sociedade romana, entretanto, permitia as diferenças e copiava sem restrições; valorizava mesmo, hábitos e conquistas de outros povos, nas artes, ciências e todas as demais ramificações das atividades humanas. Roma pilhava, esmagava e destruía, mas preservou idéias e realizações que, de outro modo, teriam provavelmente desaparecido nos meandros da história, se a força organizadora de Roma não houvesse exercido o seu papel."



Veja cena do filme "Gladiador", que mostra todo o poderio de guerra/conquista na época de Roma.




A queda do Império Romano do Ocidente determinou o fim da Idade Antiga e começo da Idade Média e um período caótico, embora fascinante, da história da humanidade.



Fontes:
http://www.nomismatike.hpg.com.br/ImpRomano/ArteRomana.html
http://www.cyberartes.com.br/indexAprenda.asp?edicao=118
http://www.historiadaarte.com.br/arteromana.html
STRICKLAND, Carol. Arte comentada: da pré-história ao pós-moderno. Rio de Janeiro: Ediouro, 2003.

UGOLOTTI, B. M. Enciclopédia da civilização e da arte: arte antiga. I volume. São Paulo: Martins, 2000.

3 comentários:

Anônimo disse...

adorii o seu blogg! me ajudou mto para um trabalho ok?

Anônimo disse...

Ameyy muiito legal e educativo.Vlw por ter feito minha prova ficou melhor com essa pesquisa

Anônimo disse...

Oi é a 1ª vez que li a tua página e adorei muito!Espectacular Projecto!
Cumps

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